Cartão de crédito: Como parcelar dívida sem armadilha dos juros

O cartão de crédito é uma das ferramentas de consumo mais utilizadas no Brasil, mas, se não for controlado com rigidez, pode facilmente se transformar em uma bola de neve financeira. Basta um mês de desorganização ou um imprevisto no orçamento para que o valor total da fatura se torne impagável.

Diante disso, muitos consumidores cometem o erro clássico de pagar apenas o valor mínimo estipulado pelo banco. No Radar Útil, alertamos que essa atitude aciona os temidos juros do rotativo, que estão entre os mais altos do mercado mundial. Felizmente, existem saídas estratégicas para parcelar o saldo devedor reduzindo drasticamente o impacto dos juros.

Quando você paga qualquer valor abaixo do total da fatura e não contrata um parcelamento formal, o valor restante entra automaticamente no chamado crédito rotativo. No Radar Útil, explicamos uma mudança importante na legislação financeira: por determinação do Banco Central, a dívida só pode ficar no rotativo por, no máximo, 30 dias.

Após esse período, o banco é obrigado a oferecer uma linha de parcelamento. Além disso, a lei atual limita o teto total dos juros do rotativo a 100% do valor original da dívida, impedindo que um débito de R$ 1.000 se transforme em R$ 10.000 em poucos meses. Mesmo com essa proteção, o bolso do consumidor continua sofrendo. Portanto, a regra de ouro é nunca deixar a dívida cair no rotativo por livre escolha.

Cartão de crédito: Como não cair na armadilha dos juros?

Se você já sabe que não conseguirá quitar o valor total da próxima fatura, o planejamento deve começar antes do vencimento do documento. O Radar Útil reuniu as três principais alternativas para negociar o saldo devedor de forma inteligente:

  • Contrate o parcelamento de fatura oficial: Em vez de pagar o mínimo, acesse o aplicativo do banco e procure pela opção “Parcelar Fatura”. Os bancos costumam oferecer taxas de juros prefixadas para o parcelamento que chegam a ser metade da taxa cobrada no rotativo. O ideal é escolher o menor número de parcelas possível para que o custo efetivo total (CET) não infle muito o valor final.
  • Pegue um Empréstimo com juros menores (troca de dívida): Uma das táticas mais eficientes de finanças pessoais é substituir uma dívida cara por uma mais barata. Você pode pegar um empréstimo consignado (com desconto em folha) ou usar plataformas de crédito com garantia para quitar a fatura do cartão à vista. Os juros dessas modalidades são drasticamente inferiores aos do cartão de crédito, permitindo que você parcele o empréstimo com parcelas fixas e saudáveis.
  • Utilize carteiras digitais parceiras: Aplicativos de pagamento (como PicPay, RecargaPay ou Mercado Pago) permitem que você pague a fatura do seu banco principal utilizando o limite de um segundo cartão de crédito, parcelando o valor em até 12 vezes. Fique atento: essa opção envolve taxas de conveniência da carteira digital, e você deve calcular se a taxa cobrada pelo app é menor do que a taxa de parcelamento oferecida pelo seu próprio banco.

Além de informações sobre o cartão de crédito, saiba mais no Radar Útil! Deixar a televisão no modo standby aumenta a conta de luz? Descubra o impacto real no seu bolso

Cartão de crédito Nubank. (Foto: Pexels)
Cartão de crédito Nubank. (Foto: Pexels)
Elodie Tominaga
Elodie Tominaga

Especialista em tecnologia e segurança digital da equipe Radar Útil. Dedico-me a investigar soluções práticas de economia doméstica e alertas de privacidade para facilitar o dia a dia do brasileiro.

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