Golpe do Pix no celular: o alerta que o seu banco não vai te mandar, mas você precisa saber

Todo dia, brasileiros perdem dinheiro para um golpe que começa de forma silenciosa – e o pior: o celular não dá nenhum aviso. O golpe do Pix evoluiu, e a nova versão não depende mais de você clicar em link suspeito ou fornecer senha. Basta um descuido na hora de digitar a chave.

Criminosos registram chaves Pix com nomes quase idênticos aos de empresas conhecidas, com uma letra diferente, um número a mais no CPF, um domínio parecido no e-mail. Quando você vai pagar uma conta ou transferir para um prestador de serviço, a interface do banco mostra o nome “correto” na pré-visualização, mas o dinheiro vai para outra conta.

Esse tipo de ataque se chama de typosquatting de chave Pix, e o Banco Central já registrou aumento de ocorrências em 2025. A maioria das vítimas só percebe o problema quando liga para cobrar e descobre que a empresa nunca recebeu.

O que você precisa checar antes de qualquer transferência

Existe um hábito simples que pode te livrar desse golpe: confirmar o CPF ou CNPJ completo do destinatário antes de apertar “confirmar”. O nome exibido na tela pode ser manipulado por redirecionamento de conta, mas o CPF e o CNPJ são dados fixos, e é ali que a inconsistência aparece.

Evite o golpe do PIX: Veja o passo a passo:

  1. Na tela de confirmação do Pix, toque no nome do destinatário para expandir os detalhes.
  2. Confira se o CPF ou CNPJ bate exatamente com o da pessoa ou empresa.
  3. Se você não tem o documento memorizado, peça antes de transferir – qualquer empresa séria fornece sem problema.
  4. Em caso de dúvida, cancele e entre em contato pelo número oficial da empresa, não pelo que foi enviado por mensagem.

Muita gente confia no nome exibido na pré-visualização porque ele parece familiar. Mas esse campo vem do cadastro do destinatário no banco, e criminosos usam nomes sociais próximos dos originais justamente para passar por essa triagem visual.

Outro ponto crítico: transferências feitas por links de pagamento (muito comuns em grupos de WhatsApp e Instagram) não mostram a tela de confirmação padrão em alguns aplicativos. Nesses casos, o ideal é copiar apenas a chave e digitar manualmente no seu banco.

O que fazer se você já caiu

Se a transferência foi feita há menos de 30 minutos, ligue imediatamente para o seu banco e solicite o bloqueio via MED (Mecanismo Especial de Devolução do Pix). Esse recurso permite o congelamento do valor na conta de destino enquanto a fraude é investigada.

Depois, registre boletim de ocorrência online: o processo leva menos de 10 minutos no site da Delegacia Eletrônica do seu estado. Envie o comprovante para o banco. Sem o B.O., a solicitação de devolução tem muito menos peso.

Esse golpe atinge especialmente pessoas que fazem pagamentos rápidos pelo celular, como prestadores de serviço autônomo, pequenos comerciantes e quem paga contas em movimento. Salva esse artigo e manda para alguém que usa Pix todos os dias. Pode fazer muita diferença.

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Homem sendo furtado no PIX via celular dentro do metrô. (Foto Ilustrativa)
Homem sendo furtado no PIX dentro do metrô. (Foto Ilustrativa)

Elodie Tominaga
Elodie Tominaga

Especialista em tecnologia e segurança digital da equipe Radar Útil. Dedico-me a investigar soluções práticas de economia doméstica e alertas de privacidade para facilitar o dia a dia do brasileiro.

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